Apresentação

Graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Cidade. - Formação nos cursos: Aprimoramento profissional de Reeducação Postural Global pelo Reequilíbrio Proprioceptivo e Muscular- RPG/RPM pelo Centro Científico e Cultural Brasileiro de Fisioterapia. -Técnicas em Terapias manuais, ministrado pelo Dr. Tiago da Rocha Plácido. -Drenagem linfática pelo FisioCursos. - Massagem Geotermal corporal e facial (com pedras quentes e frias) - Centro de formação e estética Vellup. -Argiloterapia - Centro de formação e estética Vellup. -Experiência em Pilates ministrado pela DrªFernanda Saback na academia Água & Movimento. -Integrante da equipe de fisioterapia da FIOCRUZ. -Fisioterapeuta da Clínica Paulo Montes e Fisioclim.

terça-feira, 29 de junho de 2010

ESCLEROSE MÚLTIPLA


O QUE É ESCLEROSE MÚLTIPLA?
·                    Não é uma doença mental.
·                    Não é contagiosa.
·                    Não é suscetível de prevenção e não tem cura.


- CLAUDIA RODRIGUES - Atriz que assumiu ser portadora de Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla (EM) ou esclerose disseminada é uma doença neurológica crônica, de causa ainda desconhecida, com maior incidência em mulheres e pessoas brancas (pessoas com genótipo caucasiano). A ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) têm levantado dados para obter o perfil da doença no Brasil. Estudos demonstram que a Esclerose Múltipla é mais freqüente em populações localizadas nas zonas temperadas da Terra, aproximadamente de 40 a 60 graus de latitude ao norte e ao sul do planeta. No Brasil, calcula-se que a prevalência da doença seja de 10 casos para cada 100 mil habitantes.
Este tipo de patologia leva a uma destruição das bainhas de mielina que recobrem e isolam as fibras nervosas (estruturas do cérebropertencentes ao Sistema Nervoso Central ou SNC).

A importância da Mielina 


As células nervosas possuem vários prolongamentos dos quais um deles, chamado "axônio", é uma fibra longa, fina e flexível que transmite impulsos nervosos. Estes impulsos são sinais elétricos conduzidos ao longo do comprimento do nervo. As fibras nervosas são longas, de forma a permitir que os impulsos sejam conduzidos entre partes distantes do corpo, como a medula espinal e os músculos.

A maioria das fibras nervosas está envolvida por uma bainha isolante constituída por gorduras, denominada mielina, a qual atua de forma a acelerar a condução dos impulsos. A bainha de mielina contém interrupções chamadas "nós" de "Ranvier". Ao saltar de "nó" em "nó", a condução do impulso torna-se muito mais rápida do que se tivesse de ser efetuada ao longo de todo o comprimento da fibra nervosa. Os nervos mielinizados podem transmitir um sinal a velocidades tão elevadas como 100 metros por segundo - tão rápido quanto um carro de Fórmula 1.

A perda de bainha de mielina que envolve o nervo origina vários sintomas, porque a transmissão dos impulsos nervosos é atrasada ou bloqueada, uma vez que tem agora de ser efetuada continuamente ao longo de toda a fibra nervosa. Uma área onde a mielina foi destruída é denominada lesão ou placa.

Este atraso de condução nervosa e o "curto-circuito" dos impulsos nervosos provocados pelas lesões, originam vários sintomas relacionados com a atividade do sistema nervoso. 

Os pontos onde se perde mielina (placas ou lesões) surgem como zonas endurecidas (tipo cicatrizes), que aparecem em diferentes momentos e zonas do cérebro e da medula espinhal. Literalmente, Esclerose Múltipla, significa episódios que se repetem várias vezes. Até certo ponto, a maioria dos pacientes se recupera clinicamente dos ataques individuais de desmielinização, produzindo-se o curso clássico da doença, ou seja, surtos e remissões.

Doença do Sistema Nervoso Central

O Sistema Nervoso Central, é constituído pelo cérebro e pela medula espinhal, e funciona como uma "central de comandos", isto é, atua como um quadro de distribuição, enviando mensagens elétricas e químicas através dos nervos para as diversas partes do corpo. Estas mensagens controlam todas as funções, em particular os movimentos, conscientes e inconscientes do nosso corpo. A comunicação ocorre através de impulsos nervosos - sinais elétricos conduzidos ao longo dos nervos. 


Sistema Nervoso Periférico

Além do Sistema Nervoso Central, existe também o Sistema Nervoso Periférico, composto pelos nervos distribuídos pelo corpo, os quais podem ser de dois tipos: os nervos sensitivos e os nervos motores. Os nervos sensitivos conduzem as informações da periferia para o Sistema Nervoso Central, por exemplo a cerca do que se vê, ouve, cheira, sente e saboreia. 

Os nervos motores transportam os sinais de comando do Sistema Nervoso Central aos músculos, para o controlo do movimento e das funções corporais em geral, como a frequência cardíaca, respiração, digestão, produção de suor.

Quando se segura numa folha e se inicia a sua leitura, o Sistema Nervoso Central realiza várias funções. Por exemplo, envia sinais de comando sobre o modo como os seus braços devem segurar na folha e interpreta a informação proveniente dos seus olhos à medida que lê.
Esta doença causa uma piora do estado geral do paciente: fraqueza muscular, rigidez articular, dores articulares e diminuição da coordenação motora. O doente sente dificuldade para realizar vários movimentos com os braços e pernas, perde o equilíbrio quando fica em pé, sente dificuldade para andar, tremores e formigamento em partes do corpo.

Em alguns casos a doença pode provocar insuficiência respiratória, incontinência ou retenção urinária, alterações visuais graves, perda de audição, depressão e impotência sexual.
Nos estágios mais graves da doença, pode ocorrer um comprometimento respiratório. Isto pode acarretar episódios de infecção ou insuficiência respiratória, que devem ser tratados com atenção e rapidez, para minimizar o desconforto do paciente e coibir uma piora do seu estado geral.
Para minimizar os desconfortos respiratórios causados por esta patologia, são utilizados métodos tais como:
§         Exercícios para desobstruir os brônquios;
§         Exercícios para reexpansão pulmonar;
§         Reeducação diafragmática e da musculatura acessória, com uso de incentivadores respiratórios.

DIAGNÓSTICO
Os primeiros sintomas geralmente são brandos ou pouco perceptíveis, o que faz com que a pessoa sequer procure o médico, fator que dificulta o diagnóstico. Outras doenças do sistema nervoso podem provocar sintomas similares aos da Esclerose Múltipla dificultando o diagnóstico. Os médicos atêm-se ao exame neurológico clínico e a testes laboratoriais para confirmar a doença. Os critérios básicos são:
·                    Evidência de múltiplas lesões no SNC
·                    Evidência (clínica ou paraclínica) de pelo menos dois episódios de distúrbio neurológico num indivíduo entre 10 e 59 anos de idade.

Os exames solicitados pelo médico neurologista para auxiliar no diagnóstico são:
  •        Ressonância Magnética (as imagens do sistema nervoso central são reveladas sem radiação) - atualmente o método preferido para detectar lesões de Esclerose Múltipla.
  •                     Punção lombar (fluido do cérebro é retirado para exame).
  •                 Potencial evocado (mede a condução nervosa no seu trajeto visual, auditivo e sensorial).
  •                     Tomografia computadorizada (exame que fornece raio X transeccional exploratório do sistema nervoso central).
  •                     Mielografia (tipo de raio X para diferenciar a Esclerose Múltipla de outras condições, como por exemplo, compressão de nervos).
  •                     Raio X (usado para evidenciar ou eliminar a suspeita de fraturas.


Prognóstico

A observação, o diagnóstico precoce e o tratamento médico apropriado evitam complicações, como por exemplo as infecções de alguns órgãos. Mesmo assim, a esperança de vida dos pacientes é aumentada apenas moderadamente.
A idade em que os sintomas tiveram início é o principal fator de prognóstico: quanto mais jovem o acometido, mais provável e precoce será a deterioração. Outro fator será o subtipo de EM. Uma minoria poderá não ter um curso progressivo, outra minoria terá um desenvolvimento severo e rápido dos sintomas. Aqueles cujo primeiro sintoma foi a dificuldade visual também têm melhor prognóstico que outros que sofreram inicialmente de problemas de coordenação motora dos membros.
O principal problema para o doente com EM é a invalidez progressiva: 20 anos após o surgimento dos primeiros sintomas da doença, somente um terço dos doentes será capaz de trabalhar normalmente. Ainda antes de completar 20 anos de doença, a maioria necessitará de cadeira de rodas para se movimentar. Em alguns casos, a cadeira de rodas será necessária já antes dos 6 anos desde os primeiros sintomas.

Tratamento



A Fisioterapia e Hidroterapia melhoram e ajudam muito a recuperação, mantendo o paciente ativo e com forças nos membros inferiores, que são os mais afetados. Procurar não parar as suas atividades normais e adaptá-las é fundamental para uma boa qualidade de vida.

A Esclerose Múltipla pode ser minimizada com tratamentos adequados e devidamente programados como o tratamento medicamentoso aliado ao reabilitacional, que têm como finalidade fazer com que o portador continue sendo independente, esteja confortado, seja produtivo e atinja um bom nível de resistência. O uso de medicamentos procura diminuírem o número e a intensidade de surtos minimizando assim as seqüelas. Um tratamento reabilitacional adequado pode melhorar a qualidade de vida do portador. As medidas gerais de abordagem médica têm como meta o tratamento de recorrências agudas, tratamento sintomático, melhora das funções e apoio psicológico. O tratamento em sua totalidade requer princípios que promovam a máxima saúde. Isso significa: assegurar nutrição adequada, estimular o equilíbrio entre repouso e exercício, evitar exposição a infecções e prevenir complicações conseqüentes a atividade física reduzida. É igualmente importante proporcionar atividades que auxiliem a enfrentar a situação e minimizar transtornos familiares, ansiedade e depressão. 

 

 

Não existe cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, muito pode ser feito para ajudar as pessoas portadoras de Esclerose Múltipla a serem independentes e a terem uma vida confortável e produtiva. 



ARTROSE 




A artrose é uma doença reumática que degenera os tecidos e a cartilagem presente nas articulações provocando dor, deformação articular e limitação de movimentos. Também chamada de osteoartrose, ocorre principalmente nas articulações do joelho, coluna, quadril, mãos e dedos, também pode influenciar no aparecimento do bico de papagaio.
Acredita-se que a artrose pode ocorrer através da hereditariedade, de anomalias nas células, de alterações metabólicas, traumatismos e fatores mecânicos. A doença é detectada através de radiografias. Pode ser assintomática (sem sintomas), mas normalmente apresenta sinais como dor, dificuldade em movimentar o local, rigidez do local, ruídos nas articulações, inchaço e falta de firmeza. 
A artrose se manifesta principalmente em indivíduos a partir dos 30 anos de idade. Em mulheres, a artrose ocorre de forma mais grave e com maior freqüência. Normalmente a artrose ocorre próxima às unhas, no polegar e nos pés (joanete). 

As articulações que sofrem com a doença devem ser mantidas aquecidas, pois no frio a tendência é que a dor seja mais forte e mais freqüente. Ao fazer caminhadas é importante parar para descansar se porventura houver a sensação de dor.

Informações sobre as articulações mais freqüentemente afetadas pela artrose

Mãos - Artrose nas mãos parece ter algumas características hereditárias. Se a sua mãe ou avó teve artrose nas mãos, você sofre um risco maior de ter também. Mulheres têm maior probabilidade de desenvolver artrose nas mãos, sendo que a maioria dos casos acontece depois da menopausa. Quando a artrose desenvolve-se nas mãos, pequenas saliências ósseas podem aparecer nas extremidades das articulações dos dedos (aquelas perto das unhas). Saliências ósseas similares podem aparecer nas articulações médias dos dedos. Os dedos podem ficar inchados, doloridos, duros e entorpecidos. A base da articulação do polegar também é comumente afetada pela artrose.

Joelhos - As articulações dos joelhos estão entre as mais comumente afetadas pela artrose. Sintomas de artrose no joelho incluem rigidez, inchaço e dor, que tornam difícil andar, subir escada, sentar e levantar de cadeiras e banheiras. Artrose nos joelhos pode ser desabilitante.



Quadril - Outro local comum de artrose é o quadril. Assim como a artrose nos joelhos, os sintomas da no quadril incluem dor e rigidez na própria articulação. Porém, em algum casos, a dor é sentida nas nádegas, virilha, coxas e até nos joelhos. Artrose no quadril pode limitar a movimentação, tornando atividades cotidianas, como vestir-se e colocar um sapato, um desafio.

Coluna vertebral- Artrose na coluna pode aparecer como rigidez e dor no pescoço ou região lombar. Em alguns casos, alterações na coluna relacionadas à artrose podem causar pressão nos nervos , resultando em fraqueza ou entorpecimento dos braços ou pernas.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Esta doença tem cura?
Qual a finalidade do tratamento?
Como a fisioterapia pode me ajudar?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?
Existem problemas com obesidade e dieta?
Qual a importância de exercícios e repouso?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer? 
Tratamento

A terapia para Artrose inclui tanto tratamentos farmacológicos, como não medicamentosos, que visam não somente aliviar a dor, mas sobretudo preservar a função daquela articulação acometida. Analgésicos simples , drogas anti-inflamatórias,  podem ser utilizados sempre que necessários.
 Terapias não farmacológicas incluem a educação paciente, buscando uma melhor compreensão da doença em si. Exercícios de amplitude articular, alongamentos e reforço muscular posteriormente, são fundamentais dentro da visão preventiva da sintomatologia dolorosa. Pesquisas mostram que exercício físico é uma das melhores formas de tratamento para artrose. Exercícios físicos podem melhorar o humor, diminuir a dor, melhorar a flexibilidade, fortalecer o coração e melhora a circulação sanguínea, controlar o peso, e melhorar o estado de condicionamento físico geral. Exercício físico também não é caro e, feito de forma correta, tem poucos efeitos colaterais. A quantidade e o tipo de exercício prescrito pelo fisioterapeuta dependerá de quais articulações apresentam artrose, o quanto estáveis elas estão, e se já foi feito alguma substituição de articulações. 
Caminhada, natação, alogamentos e hidroterapia são alguns tipos populares de exercícios físicos para pessoas com artrose. 
O fisioterapeuta vai recomendar tipos específicos de exercícios para a situação particular de cada paciente.
Procedimentos fisioterápicos (compressas, quentes , frias, eletroterapia, etc.) no alívio do processo inflamatório e analgesia são importantes na fase aguda. A cirurgia pode ser indicada nos casos de colocação de próteses de substituição, correção de defeitos incapacitantes, ou mesmo para dores refratárias, mas sempre buscando a melhoria da função do paciente.
 A redução de peso é extremamente necessária quando existe acometimento das articulações de carga (coxofemurais, joelhos e tornozelos).

A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO, CUIDE-SE!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010


FIBROMIALGIA

Se você sente dores musculares espalhadas em várias regiões de seu corpo, rigidez matinal, fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça constantes, depressão, e ainda problemas intestinais, você pode estar sofrendo de FIBROMIALGIA.
A Fibromialgia é uma Síndrome dolorosa crônica e não-inflamatória, de incidência elevada, de etiologia desconhecida, com uma complexidade de fatores associados, como estresse, personalidade perfeccionista, fatores socioeconômicos. Tem maior prevalência entre mulheres de 30-50 anos de idade, e caracteriza-se por dor difusa, trigger points, fadiga, rigidez matinal, distúrbios do sono e variações de humor. O diagnóstico é sintomático e feito através de uma anamnese completa e exclusão de outras patologias. O tratamento é realizado com medicamentos, fisioterapia, psicólogos e mudanças no hábito de vida.


Quadro Clínico




O principal sintoma da Fibromialgia é dor difusa, isto é, por todo o corpo, migratória, com 11 de 18 pontos-gatilhos ativados. Tal dor (acúmulo de tensão em diferentes partes do corpo) é causada por uma diminuição no limiar para dor. Dados mostram que 90% dos pacientes se queixam de fadiga, sendo que 25% estão deprimidos.

A localização mais comum da dor são coluna vertebral, cinturas escapular e pélvica, parede anterior do tórax (o que pode levar ao paciente a procurar um cardiologista).

Em 80% dos casos a dor se acompanha de distúrbios do sono e fadiga. Rigidez matinal sensação subjetiva de edema, parestesias, fenômeno de Raynauld, tonturas e palpitações ocorrem em 58 a 80% dos casos.Outras afecções como enxaqueca, síndrome do cólon irritável, síndrome uretral feminina, tensão pré-menstrual, ocorrem em 30-60% dos pacientes. Sabe-se que portadores de fibromialgia têm menos serotonina, o que faz com que os impulsos aferentes e eferentes cerebrais sejam inadequadamente interpretados na dor.


TRATAMENTO FISIOTERÁPICO

O tratamento é sempre proposto após realização de avaliação cuidadosa e procura-se preservar a globalidade. Os objetivos do tratamento são:
·         Eliminação da dor
·         Restauração da amplitude de movimento e da flexibilidade
·         Melhorar a qualidade de vida
·         Promover trabalho educativo – é importante educar o paciente de forma que ele possa  prevenir ou lidar com as possíveis crises e também bloquear os fatores perpetuantes ou precipitantes.

Tratamento geral

A fibromialgia constitui uma síndrome ainda não totalmente entendida, e, portanto, seu tratamento permanece empírico. 
A terapia atual consiste em mudanças de hábitos de vida, incluindo a prática de exercícios físicos, em especial os aeróbicos, que têm mostrado resultados promissores, com melhora de qualidade de sono e aptidão cardiovascular, diminuição da intensidade das dores e melhorando o convívio social e com a família. 
Dentre os inúmeras drogas testadas a que vem se mostrando mais eficaz é a amitriptilina e a ciclobenzaprina (tricíclicos antidepressivos), os quais são os mais indicados, por conseguirem modular a concentração daqueles neuro-hormônios (serotonina e noradrenalina), além de provocar uma melhora da qualidade de sono, através de um melhor relaxamento muscular. Outros medicamentos como hipnóticos ansiolíticos e outros antidepressivos podem ser utilizados como coadjuvantes ou quando os tricíclicos são contra-indicados.

Pacientes com Fibromialgia podem ser altamente beneficiados com a Terapia Manual, visto que é de fácil aplicação e livre de efeitos colaterais, desde que aplicada corretamente. Sua utilização concomitante com os demais recursos éde grande valia para o alívio dos sintomas apresentados pelos pacientes, além de poderem ser realizadas pelo próprio doente em casa. Vale lembrar da extrema importância da equipe multidisciplinar no acompanhamento dos pacientes fibromiálgicos.

domingo, 27 de junho de 2010

ESPORÃO DE CALCÂNEO












DOR NO CALCÂNEO
O que é?
A dor no calcâneo é um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico e pode ter várias causas, mas sem dúvidas a mais freqüente é a Fasceite Plantar, que é a inflamação da fascia plantar. A fascia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos. A Fasceíte Plantar ocorre principalmente dos 40 aos 50 anos de idade e é mais freqüente em mulheres do que em homens. O sobrepeso facilita o aparecimento dessa inflamação na fascia plantar.
O que é o Esporão do Calcâneo?
O esporão do calcâneo faz parte do quadro de Fasceíte Plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, mas é importante salientar que o esporão não ocorre na fascia plantar e sim no músculo flexor curto dos dedos, o qual é adjacente à fascia. Apenas 50% das pessoas com fasceíte tem esporão e 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão, assim, via de regra, não há indicação de ressecção cirúrgica do esporão.
O que se sente?
O paciente com fasceíte apresenta dor na parte posterior plantar do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã. Atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.
Como se trata?
O tratamento inicial consiste em alongamento do tendão de Aquiles, alongamento da fascia plantar e uso de palmilha de silicone para calcanhar. A realização deste tratamento por 8 semanas deverá trazer benefício para 90 a 95% dos pacientes. Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem duas opções: injeções de corticóide na fascia plantar e o uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fascia plantar enquanto estamos dormindo. A cirurgia fica reservada para os 5% dos pacientes que não respondem a essas medidas não cirúrgicas.
Observação
Nem toda a dor no calcâneo é Fasceíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, túnel tarsal, tendinite insercional do Aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL TERAPÊUTICA


              
• O trajeto de vasos e gânglios linfáticos foi descrito pela primeira vez em 1883 por Sappey. 
• Em 1892, o Prof. Winiwarter, foi o primeiro a efetuar manobras com o objetivo de reabsorver edemas.
• O pai da drenagem linfática é Emil Vodder, que em 1936 divulgou o método original de DL.
• O método foi sendo aperfeiçoado, modificado e comprovado : Földi (Alemanha), Leduc (Bélgica), Cluzan (França), Casley-Smith (Austrália), entre outros.
• A DL manual é uma técnica complexa representada por um conjunto de manobras específicas, que atuam sobre o sistema linfático superficial, visando drenar o excesso de líquido acumulado no interstício, nos tecidos e dentro dos vasos através das anastomoses superficiais linfo - linfáticas.
• Outra atuação é no sentido de dissolver fibroses linfostáticas que se apresentam em linfedemas mais exuberantes.
• As manobras da DL manual são lentas, rítmicas e em sua maioria suaves, devendo sempre direcionar suas pressões obedecendo o sentido da drenagem linfática fisiológica. Para que o objetivo da drenagem seja atingido, é imprescindível manter uma seqüência de movimentos.








Processos que ocorrem durante a DL manual: 


• Evacuação: libera as vias linfáticas das regiões adjacentes á zona edemaciada, que precisam ser estimuladas para aumentar seu fluxo, aumentar a motricidade do linfangion e poder receber um volume maior de líquido vindo da região edemaciada.

• Captação: é designada por um conjunto de manobras que visam drenar e absorver o líquido acumulado no interstício.

Para que a DL manual seja efetiva deve obedecer alguns componentes:

• pressão: deve ser leve e suave, preservando a integridade dos capilares superficiais;
• ritmo: contínuo e lento para que a linfa seja absorvida e conduzida gradativamente;
• duração: determinada pela extensão e gravidade do problema, tempo ideal 30 a 45 min.; 





Efeitos da DL manual

• Aumento progressivo da formação de linfa;
• Deslocamento da linfa e do fluxo tecidual;
• Aumento da motricidade do linfangion;
• Relaxamento e/ou amolecimento do tecido conjuntivo alterado;
• Aumento do volume/tempo linfático nos vasos linfáticos afetados - transporte;
• Reabsorção do edema (venoso, linfático);





Indicações da DL manual




• Linfedemas;
• Edemas periféricos;
• Lipoedema;
• Lipo – linfedema;
• Flebo – linfedema;
• Distúrbios reumáticos (esclerodermia, atrofia de Suddeck, AR);
• Edema pós – operatório ou pós – trauma;



                                          Contra – Indicações





• Câncer
• Inflamações e infecções agudas: quando ocasionadas por bactérias patogênicas ou vírus;
• Edema cardíaco;
• Edema por insuficiência renal;
• Arritmias cardíacas, hipersensibilidade dos seios carotídeos e superfunção da glândula tireóide (doença de Basedow) nos casos de linfedema de cabeça e pescoço;
• Micoses (com exceção de micoses de unhas);
• TVP - fase aguda.

RPG/RPM


Você já pensou que até mesmo quando se está parado os músculos estão em atividade? São os chamados músculos antigravitários, aqueles que nos mantêm em pé, que suportam o peso do nosso corpo, que mantêm o que chamamos de postura. Acontece que estes músculos nem sempre apresentam a tonicidade adequada, ou seja, não estão perfeitamente “regulados” para exercerem sua função de forma eficaz. Na maioria das vezes, ignoramos uma dor ou apenas tomamos medidas paliativas de tratamento sem procurarmos sua causa. É bem verdade que nosso corpo tem uma forma “traiçoeira” de auto-cura. Isso porque, na verdade, não ocorre uma cura real, mas sim novas compensações corporais para o alivio da dor; o que vem a desencadear um novo ponto de dor, novas compensações, e assim sucessivamente.

Você sabe o que é R.P.G./ R.P.M?

A R.P.G./R.P.M (Reeducação Postural Global pelo Reequilíbrio Proprioceptivo e Muscular) é um método de tratamento fisioterápico, criado pela francesa Françoise Mezièré , que busca tratar dos problemas do sistema músculo-esquelético, ou, em outras palavras, lesões musculares e articulares.



Bases da R.P.G./ R.P.M

O R.P.G./ R.P.M. busca não apenas tratar de um sintoma, como por exemplo dor, mas sim da causa desta dor. Além disso, cada paciente possui uma combinação de alterações de postura que lhe é particular e, portanto, deve ser tratada de forma individualizada. A postura do nosso corpo é resultado da combinação de varias estruturas, que são influenciados por fatores externos, nos quais somos submetidos diariamente, sendo que cada indivíduo irá moldar sua postura de acordo com suas necessidades de expressão corporal, e isso, nos leva a adotarmos posturas inadequadas, fazendo com que aumente o gasto excessivo de energia.
Novas técnicas de abordagem da má postura tem trazido inúmeros benefícios para o nosso bem estar é o caso do R.P.G / R.P.M Reeducação Postural Global pelo Reequilíbrio Proprioceptivo e Muscular. Uma técnica que busca tratar de maneira integrada os distúrbios musculares através de posturas e manobras de tensionamento muscular, junto com um dos nossos principais músculos, o diafragma.
Respirar corretamente é essencial para o sucesso deste método, sendo de grande importância a participação do paciente. No tratamento, sendo impossível a abordagem de crianças menores de 8 anos.



Meu trabalho com R.P.G. / R.P.M

O primeiro e mais importante passo é a avaliação detalhada do paciente. Nesta avaliação ocorre a investigação de doenças pré existentes e que possam comprometer o sucesso do tratamento, assim como desordens emocionais e atividades do dia-a-dia que possam estar contribuindo para a(s) patologia(s). Enfim, nesta primeira fase, conhecemos o paciente de forma global, percebemos seus limites e suas necessidades.
O método consiste em aplicar posturas que permitam a conscientização corporal , o relaxamento e a orientação no espaço. Antes de entrar em cada postura o paciente será preparado com técnicas para a liberação e coordenação da respiração, que vão ajuda-lo a permanecer na postura, usufruindo assim melhor o tratamento.
Cada sessão tem duração de aproximadamente 1 hora e sempre realizado individualmente.
Assim o podemos aliviar as dores e corrigir as posturas compensadoras (erradas).
O resultado pode se percebidos nas primeiras sessões, pois o paciente já começa a se conscientizar da sua atitude postural e corporal.
O tempo de tratamento porém dependerá da resposta e do comprometimento de cada paciente.

As indicações da R.P.G. / R.P.M.

• Escolioses, lordoses, cifoses
• Desvios dos pés, joelhos e ombros
• Hérnias de disco
• Dores ciáticas e cervicais
• LER (tendinites, busites)
• Dores musculares agudas e crônicas
• Dores articulares
• Alterações posturais diversas, etc..
O tratamento é realizado em sessões semanais de aproximadamente 1 hora, e o período varia de acordo com a patologia e o objetivo de cada indivíduo.



Boa postura não é só estética: é saúde!